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Brasília - O governo federal quer
enviar ao Congresso Nacional, até o fim do ano, uma proposta de
atualização do Código Brasileiro de Mineração,
instituído em 1967. Segundo o ministro de Minas e Energia,
Edison Lobão, o código atual é obsoleto e
precisa fixar prazos mais rígidos para a exploração
de áreas da União para a mineração.
“Colocaremos um prazo que seja razoável, estamos estudando
isso. O que não pode é ficar para o infinito”, disse o ministro referindo-se aos prazos concedidos para direito de lavra.
Lobão criticou
também o caso de empresários que ganham concessões
mas não utilizam a área para a exploração.
“Isso não pode continuar desse modo, aqueles que têm
áreas para explorar em determinados setores minerários
terão que explorar essas áreas ou devolvê-las ao
povo, ao interesse nacional”, afirmou.
Segundo ele, o Ministério de Minas e Energia recebeu do presidente Lula a incumbência de tomar as medidas necessárias para aumentar a produção de
fertilizantes no Brasil. “Nós importamos cerca de 60% de
todos os fertilizantes que usamos, quando poderíamos
produzi-los aqui. Eu estou estimulando a Petrobras e a Vale a que se
associem na formulação de uma política nacional
de produção de fertilizantes para atender às
nossas necessidades”, explicou Lobão.
O ministro participou
hoje (7) do lançamento de três sistemas de apoio
ao processo de outorgas minerais. O objetivo é dar maior
transparência, agilidade e segurança ao processo de
prestação de serviços de outorgas minerais,
utilizando tecnologia de geoprocessamento de última geração.
Lobão disse que os novos sistemas vão melhorar
o controle do setor de mineração, que, segundo ele,
eram “meio frouxos” e fazer com que o Departamento Nacional de
Produção Mineral (DNPM) esteja habilitado a cumprir com
rigor seu papel. “Temos que evitar os abusos que, muitas vezes,
foram concedidos. Pessoas que se valendo da fragilidade da lei, da
leniência de determinadas autoridades, acabam por se adonar de
áreas imensas deste país, seja para a agricultura, seja
para o processo de mineração”, disse.
Para o diretor de
Outorga e Cadastro Mineiro do DNPM, Roberto da Silva, o lançamento
dos sistemas é um avanço rumo ao objetivo do
Departamento, que é a implantação definitiva do
sistema de outorga online, com a publicação das
autorizações e pesquisas em tempo real.
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