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Brasília - A diretoria colegiada
da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de
Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) decide, agora à
tarde, em assembléia, se a greve na estatal
continua. A informação foi dada hoje (7), pelo
secretário-geral da Fentect, Manoel Cantoara, após
audiência de conciliação que terminou sem acordo entre representantes dos
trabalhadores e dos dirigentes da ECT, na sede do Tribunal Superior
do Trabalho (TST).
“Nós vamos
encaminhar todas as orientações passadas pelo ministro
Brito [Rider Nogueira de Brito, presidente do TST] para a assembléia,
e os soberanos [trabalhadores] vão decidir se a greve continua”,
disse Cantoara.
Para ele, é possível que a
greve continue. “A empresa [ECT] já descartou qualquer tipo de negociação
e, para nós, fica difícil essa situação.
Quem descartou a possibilidade de negociação
não fomos nós, mas a própria empresa aqui
representada.”
A categoria reivindica a adoção
de um novo plano de carreiras, cargos e salários; mudanças
na forma de distribuição da participação
nos lucros e resultados; e o cumprimento, pela ECT, do termo de
compromisso que garante adicional de 30% sobre o salário dos
carteiros, assinado pelo ministro das Comunicações,
Hélio Costa, em novembro do ano passado.
A audiência de conciliação de
hoje foi interrompida para os representantes dos servidores dos
Correios decidirem se acatam a proposta. No próximo dia 15,
será realizada nova audiência para que os trabalhadores
apresentem nova posição. Se o acordo não for
aceito pelos trabalhadores, o caso será levado a
julgamento, informou Rider de Brito.
“É óbvio
que a preocupação é a greve. O julgamento é
sempre a pior das soluções, é melhor haver
acordo entre as partes do que ser resolvido mediante decisão
do Estado”, afirmou Brito.
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