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7 de Julho de 2008 - 21h03 - Última modificação em 7 de Julho de 2008 - 21h03


Falta de leitos em unidade neonatal de Marabá preocupa procurador da República

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O procurador da República Marco Mazzoni fez hoje (7) um alerta de que a situação que causado a morte bebês por falta de estrutura na Santa Casa de Misericórdia de Belém também pode atingir Marabá, sudeste do Pará. “Existem apenas nove leitos na UTI neonatal do hospital regional de Marabá, que atende a toda a população do sul e sudeste do Pará”, diz o procurador.

“Se acontecer um fato parecido com o que está havendo em Belém, os bebês também vão morrer porque não há estrutura para atendê-los”, completa.

Segundo Mazzoni, em 2005 houve a morte de alguns recém-nascidos na cidade, cujo caso mais emblemático foi o de trigêmeos que morreram no hospital municipal da cidade. Ele conta que, na época, as mortes ocorreram por falta de estrutura para atender às crianças. Desde então, o Ministério Público Federal no Pará moveu uma ação para que a Justiça obrigasse o município e o estado a fornecerem melhores condições de tratamento à população.

Este ano, a prefeitura de Marabá inaugurou uma unidade materno-infantil na cidade, mas ela não tem UTI neonatal. Conta apenas com um centro de atendimento para casos de gravidade intermediária, segundo o procurador. “Nenhum novo leito de UTI foi criado”, denuncia Mazzoni.

O procurador considerou ainda que a alegação da Secretaria de Saúde do Estado de que as mortes em Belém ocorreram porque as mães não fazem pré-natal e os bebês chegam debilitados é um atestado de culpa do governo. “Esse tipo de alegação é uma confissão de negligência. Se elas não fazem pré-natal é porque o estado não as está alcançando e oferecendo assistência adequada”, afirmou.

De acordo com ele, a realidade do Pará é de que as pessoas têm que andar centenas e as vezes milhares de quilômetro para chegar ao atendimento de saúde.



 


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