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Rio de Janeiro - O diretor de Abastecimento e
Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, negou hoje (07), no Rio, que o
país tenha perdido a auto-suficiência na produção de petróleo e afirmou que a
estatal deverá fechar o ano com saldo de cerca de US$
500 milhões em sua balança comercial.
Ao falar duante o lançamento
da segunda fase do Programa Nacional de Expansão e Modernização da Frota de Petroleiros (Promef II), Costa esclareceu que nos primeiros quatro meses do ano
o saldo foi negativo em razão do crescimento da demanda por óleo diesel, em
decorrência da expansão da economia, da maior necessidade de despacho por parte
das usinas termelétricas movidas a óleo combustível e também da expansão da
agricultura.
“No segundo semestre, com o aumento da produção nacional de
petróleo e de diesel, além da mistura de 3% de biodiesel ao diesel, a tendência
é de elevação das exportações e redução das importações”, disse Costa.
A balança comercial de líquidos da Petrobras nos primeiros
cinco meses do ano (petróleo e derivados) foi, segundo Costa, positiva em
volume em 91 mil barris/dia, embora negativa em valor (cerca de US$ 641
milhões).
O executivo adiantou que, com a
entrada em operação de cinco plataformas e de novos poços nas cinco
plataformas que entraram em produção no ano passado, haverá maior
disponibilidade de petróleo nacional para exportação.Mas a Petrobras – ressaltou – quer é ser uma grande
exportadora de derivados, em futuro próximo. “Estamos construindo, até 2016, cinco novas unidades de
refino, das quais duas serão de grande porte e voltadas principalmente para
exportação”, afirmou.
Além do aumento da produção de óleo, a
modernização das refinarias também contribuirá de forma decisiva para que o país
reverta o quadro atual e feche 2008 superavitária em sua balança em torno dos US$ 500 milhões, “embora seja ainda cedo para
previsões dessa natureza”, admitiu.
Mas a Petrobras, ressaltou, quer é ser uma grande exportadora de derivados, em um futuro próximo. Estamos construindo, até 2016, cinco novas unidades de
refino, das quais duas serão de grande porte e voltadas principalmente para
exportação”, afirmou. Sobre a questão da auto-suficiência, o diretor informou que
ela está mantida, uma vez que a produção nacional atual hoje é de cerca de 1,86
milhão de barris de petróleo por dia, contra um consumo de cerca de 1,7 milhão
de barris/dia.
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