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Brasília - O novo modelo de cobrança da
dívida tributária federal aguarda liberação da Casa Civil da Presidência
da República para ser enviado ao Congresso Nacional. A proposta foi apresentada
na semana passada, no Palácio do Planalto, ao Conselho Político de Coalizão pelo
ministro da Fazenda, Guido Mantega. As medidas visam, entre outras coisas,
a reduzir o custo do sistema de cobrança da dívida da União, o número de litígios
e a estimular a quitação de dívidas.
Pela proposta, serão extintos os débitos antigos e de até R$ 10
mil que tenham completado cinco anos ou mais até 31 de dezembro de 2007.
Com isso, espera-se eliminar 2,1 milhões de processos, cerca de 18,1% do total.
Essa "baixa", segundo informações divulgadas pela Fazenda, representaria pouco
mais de R$ 3,6 bilhões ou 0,28% do total estimado em créditos que a União tem a receber
dos devedores.
Se o débito não estiver vencido há cinco anos ou mais até dezembro de 2007, mas for menor do que R$ 10 mil, a Fazenda
também propõe facilidades para a quitação da dívida desde que o débito tenha vencido
até o final de 2005. Nesse caso, dará incentivo ao pagamento à vista e ao
parcelamento com redução de juros ou multa.
Outra novidade que os bancos oficiais poderão apresentar é uma cobrança amigável dos créditos inscritos na Dívida Ativa da
União para os valores de até R$ 10 mil. Essas instituições, de acordo com a
Fazenda, poderão permitir que as parcelas da dívida sejam calculadas conforme a
capacidade econômica de cada contribuinte.
Ainda segundo as informações divulgadas pelo Ministério da
Fazenda, o atual modelo de cobrança é ineficiente pois permite que a média de duração dos processos seja de quatro anos na
fase administrativa e de até 12 anos na judicial. Além do mais, existe alta
concentração de valores na mão de poucos devedores, muitos devedores com baixos
valores e grandes débitos não- inscritos na dívida ativa.
Atualmente, a Dívida Ativa da União está em R$
680 bilhões, estimativa de junho deste ano. Se forem levados em consideração
a dívida não-inscrita e os créditos não tributários, os valores devidos ao
governo federal praticamente duplicam.
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