O presidente em exercício, José Alencar, não poupou elogios ao trabalho da Polícia Federal no combate à impunidade, ao comentar a operação que resultou na prisão do banqueiro Daniel Dantas, do megainvestidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.
Ao ser indagado sobre possível envolvimento dos
presos com o caso do mensalão, Alencar apenas respondeu ser um defensor
de uma investigação rigorosa, desde que leis e garantias não sejam
desrespeitadas.
“Sempre fui a favor que as investigações sejam
rigorosas. Não podemos de forma alguma passar por cima das coisas.
Agora, você não pode é aplaudir qualquer tipo de injustiça e nem também
aplaudir o desrespeito ao Estado de Direito de forma alguma. Agora,
prender bandido não é desrespeitar o Estado de Direito”, disse Alencar,
sem mencionar o nome de qualquer uma das pessoas presas hoje.
Os mandados de prisão cumpridos pela PF foram
expedidos pela 2ª Vara Criminal Federal de São Paulo com base no
resultado de investigações iniciadas há quatro anos em torno do caso
“mensalão”. Na apuração, segundo a PF, foi possível
identificar pessoas e empresas beneficiadas no esquema “montado pelo
empresário Marcos Valério para intermediar e desviar recursos públicos”.
Sobre o trabalho que a PF tem feito, Alencar
classificou de “extraordinário” e que o Brasil tem uma polícia que lhe
dá orgulho. “Nunca houve no Brasil um tempo em que a Polícia Federal
tenha trabalhado com tanta eficiência. Acho que é extraordinário o
trabalho da polícia. Acho que o que nós devemos é fazer com que acabe
no Brasil a impunidade. A PF tem dado uma contribuição muito grande”,
disse, após participar da posse de novos integrantes do Conselho das
Cidades, em Brasília.