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Rio de Janeiro - O estado do Rio de Janeiro é
o nono a receber uma edição da Operação
Sorriso do Brasil. A entidade já realizou 28 programas de
mutirões cirúrgicos para correção de
fissura labial e de palato no estados do Ceará, Mato Grosso,
Santa Catarina, Goiás, Pará, Paraná, Rio Grande
do Norte e Minas Gerais.
Fundada no Brasil em 1997, a organização realizou o primeiro programa de cirurgias gratuitas em Fortaleza. Em todo o país, a Operação Sorriso do Brasil já atendeu 2,6 mil pacientes.
Segundo o diretor
nacional de Programas da Operação Sorriso do Brasil,
Clóvis de Aguiar Brito Filho, a definição do
local onde a operação é implantada depende do
envolvimento dos profissionais. “São os profissionais que
depois dão continuidade ao tratamento”, explicou.
Estados como a Bahia e
o Maranhão também mostraram interesse em sediar uma
edição do mutirão de cirurgias. Depois da
seleção, a Operação Sorriso dá o
suporte financeiro e treinamento necessários à
realização das cirurgias.
A organização trabalha em parceria
com empresas que sejam socialmente responsáveis e desenvolvam
programas ligados à saúde.
No dia 12 de agosto, será realizado um
curso preparatório para o mutirão de agosto da Operação
Sorriso do Brasil. Especialistas e voluntários que
participarão do programa serão treinados no Hospital
Municipal Jesus.
O mutirão da Operação Sorriso
no estado do Rio conta com 70 voluntários, entre cirurgiões
plásticos, pediatras, anestesistas, enfermeiros,
fonoaudiólogos, dentistas, psicólogos, assistentes
sociais e técnicos em eletrônica.
Segundo Clóvis de Aguiar, as fundações que integram a Operation Smile - organização internacional que promove mutirões para cirurgia de fissura labial e de palato em todo o mundo - já efetuaram cirurgias desse tipo em 115 mil crianças. O diretor da Operação Sorriso do Brasil afirmou que, como o sistema público de saúde é "deficitário, a chega a se deparar com pacientes em idade avançada nos programas". Ele citou o exemplo de um paciente de Santarém (PA), operado no ano passado, aos 92 anos de idade. "O grande problema é que as conseqüências
funcionais para o adulto, principalmente aquele que tem a
fissura palatina, vão ser muito sérias. Porque a
recuperação de uma criança, quando é
atendida na idade ideal, é muito positiva. O adulto, por
questões de vícios de fala ou de deformidades na arcada
dentária, pode ter problemas funcionais que, dificilmente,
vão ser corrigidos, mesmo com anos de tratamento com o
fonoaudiólogo”, explicou.
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