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8 de Julho de 2008 - 22h44 - Última modificação em 8 de Julho de 2008 - 22h44


Governo não financiará mais compra de armas de guerra para polícias, garante secretário

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O governo federal não vai mais fazer parcerias com os estados para financiamento de compra de armas de guerra para as polícias militares. Com a medida, o Ministério da Justiça quer incentivar o uso de armas não-letais e de armas letais que não ultrapassem o alvo, atingindo outras pessoas no caminho.

O anúncio foi feito hoje (8) pelo secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, ao comentar o caso da morte do menino João Roberto, de 3 anos, no Rio de Janeiro.

“Nós queremos dizer o seguinte: com o dinheiro público da União nós não vamos comprar equipamentos inadequados. Nós vamos comprar os equipamentos suficientes para a proteção da polícia e da população, mas não vamos entrar nessa lógica perversa de que estamos em guerra”, informou o secretário.

Para Balestreri, é errado usar essa definição para o combate ao crime organizado. “Nós temos índices piores que uma guerra, mas nós não estamos em guerra. Quem diz que nós estamos em guerra está abrindo espaço para que essas práticas de matar ou morrer sejam instituídas. Por que você fuzila quem está dentro de um automóvel? Porque na guerra ou você fuzila ou você morre”.

Ele ressaltou que o episódio em que policiais atiraram no carro de uma família, matando João Roberto, porque confundiram o veículo com o de bandidos, foi “uma coisa bárbara”.

“Nós temos na segurança pública brasileira uma cultura ainda muito equivocada que sede às tentações do senso comum, que trabalha com as emoções e com a lógica da eliminação quando se refere aos bandidos. Mas quando a gente age ao arrepio da lei e da moralidade, a gente sempre acaba atingindo os inocentes”, alegou Balestreri.



 


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