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8 de Julho de 2008 - 20h42 - Última modificação em 8 de Julho de 2008 - 20h42


Governador do Rio diz que PMs envolvidos em morte de menino vão ser expulsos

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O governador do Rio, Sérgio Cabral, disse hoje (8) que os dois policiais militares responsáveis pela morte do menino João Roberto Amaral, de três anos, vão ser expulsos da corporação. Cabral chamou o crime de “atrocidade” e classificou os PMs de “débeis mentais”. O garoto foi atingido por dois tiros, quando o carro em que estava com sua mãe e um irmão menor foi fuzilado pelos policiais, que perseguiam bandidos, no último domingo (6), na Tijuca (zona norte).

Cabral disse que a família foi vítima da incompetência fatal dos PMs e revelou que não conseguiu dormir na última noite, após ver pela televisão o desabafo emocionado do pai de João Roberto.

“Como pai, eu custei a dormir esta noite com a imagem do pai do menino. Eu pensei no seu sofrimento e no seu desespero. Como governador, [foi] um erro fatal, de incompleta capacidade de discernimento num momento de tensão, uma atrocidade cometida contra inocentes, vítimas da incompetência dos dois policiais”, disse Cabral.

O governador disse que os dois policiais deverão ser expulsos da PM. “Foi cometido um crime. É como disse o pai do menino: ‘metralharam a minha família’. Estão fora da polícia. Não tem conversa. Como eu já botei para fora 300 e vão quantos forem necessários, que não se comportarem dignamente, seja extorquindo, seja matando inocentes”, disse.

Cabral conversou com a imprensa após a solenidade de inauguração de um tele-centro destinado a cursos à distância para policiais militares, para terem direito a receber bolsa de R$ 400 do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), financiada com recursos do governo federal, por meio do Ministério da Justiça.

Entre os cursos disponíveis para os soldados, estão: “Uso progressivo da força”, “Técnicas e tecnologias não-letais de atuação policial”, “Identificação veicular” e “Direitos humanos”, habilidades que ajudam o policial na abordagem à população e que podem evitar tragédias como a do menino João Roberto.



 


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