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Brasília - A tia da
índia Jaiya Xavante, Maria Imaculada Xavante, disse hoje (8)
em depoimento à Polícia Civil que não presenciou
nenhuma agressão que possa ter provocado a morte da
adolescente, no último dia 25. De acordo com a polícia,
Jaiya, de 16 anos, sofreu perfuração dos órgãos
genitais e morreu durante cirurgia no Hospital Universitário
de Brasília.
Maria Imaculada foi apontada por uma fonte da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) como
provável responsável pelas agressões. Jayia
vivia desde o dia 28 de maio, com a mãe e a tia, na Casa de
Apoio à Saúde Indígena (Casai), mantida pela
Funasa.
“Ela detalhou o que ocorreu no
dia anterior à morte. Contou que elas [mãe e tia de
Jaiya] não presenciaram nada [nenhuma agressão],
elas conviveram com a menina todo o dia anterior à morte, até
ser levada ao hospital”, relatou o ouvidor nacional de Direitos
Humanos, Firmino Fecchio, da Secretaria Especial de Direitos Humanos
da Presidência da República, que acompanhou o
depoimento.
Segundo Fecchio, Maria Imaculada e a
irmã, Carmelita Xavante, mãe de Jaiya – que prestou
depoimento ontem (7) – reclamaram das condições de
atendimento da Casai, mas não apontaram culpados para a morte da
adolescente. “Apenas contaram o que elas viveram, o que elas
presenciaram.”
O representante da SEDH afirmou
ainda que Maria Imaculada chorou ao lembrar da convivência com
a sobrinha durante o depoimento. “Ela reafirmou que cuida da menina
desde criança, que ela amava a sobrinha, que elas eram amigas
e que ela sabe o que é perder uma filha, porque ela já
teve a experiência de perder um filho doente procurando
socorro. E que ela jamais faria isso para a sobrinha”.
Na avaliação de
Fecchio, o relato de hoje pode determinar novos rumos para a
investigação. “Apareceu uma quantidade enorme de
outros nomes, de outros fatos que precisam ser investigados”,
apontou.
A irmã de Jaiya, Lídia
Xavante será ouvida amanhã (9) pela Polícia
Civil.
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