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Brasília - Um grupo de manifestantes lavou
hoje (8) a entrada do Ministério das Cidades em um protesto contra as denúncias
de desvio de verbas em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),
apontadas pela Operação João de Barro, da Polícia Federal.
Segundo o coordenador do
Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Miguel Lobato, os manifestantes, que
também são integrantes do Conselho Nacional das Cidades (ConCidades), vão
acompanhar as investigações e exigir punição para os culpados. “A nossa
manifestação é no sentido de afirmar para o governo federal que nós, da
sociedade civil que compomos o Conselho Nacional das Cidades, vamos criar um
grupo de trabalho para acompanhar as investigações feitas
pela Polícia Federal e pelo Ministério Público”, afirmou Lobato.
Os manifestantes pediram também o
afastamento da secretária Nacional de Programas Urbanos, Teresa Jucá, devido
aos processos de improbidade administrativa que ela responde. “Não dá para ter uma secretária nacional de Progrmas Urbanos envolvida em 18
processos”, ressaltou Miguel Lobato.
O ministro das Cidades, Márcio
Fortes, disse que já exonerou os funcionários apontados pelas investigações da
Polícia Federal. Ele explicou ainda que em breve será disponibilizado um
sistema que permitirá que os conselheiros do ConCidades tenham acesso aos dados
das obras de saneamento e habitação, de modo a facilitar a fiscalização.
A respeito da secretária nacional
de Programas Urbanos, Fortes alegou que processos sem condenação não impedem a
indicação de Teresa Jucá para o cargo.“No momento, está se seguindo a regra de que
havendo o processo não transitado em
julgado a pessoa não é inabilitada [para o cargo]. Isso está valendo inclusive para as eleições”, ressaltou ministro.
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