Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
8 de Julho de 2008 - 22h59 - Última modificação em 8 de Julho de 2008 - 22h58


Delegado se diz surpreendido com habilidade de Nahas em manipular até mesmo o Fed

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

São Paulo - O delegado Protógenes Queiróz, responsável pela deflagração da Operação Satiagraha, disse hoje (8) ter se surpreendido com a habilidade do megainvestidor Naji Nahas em manipular o mercado financeiro internacional. Nahas foi preso e levado para a Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, sob acusação de liderar um grupo que operou uma instituição financeira sem autorização do Banco Central e de ter praticado fraudes no mercado de capitais.

“A habilidade de Naji Nahas, devido ao megacontato que ele teria no Brasil e no exterior, nos leva a ter indícios de manipulação do mercado financeiro internacional e até mesmo na taxa de juros do Federal Reserve (o Fed, banco central dos Estados Unidos), onde ele se privilegia antecipadamente de informações e passa a aplicar no mercado financeiro nacional, valendo-se dessas informações”, disse o delegado, durante entrevista coletiva concedida em São Paulo.

De acordo com o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Rodrigo de Grandis, o grupo de Naji Nahas funcionava “como um verdadeiro banco”, que tinha como um de seus clientes o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

Além de Nahas, também foi preso hoje o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, acusado de liderar uma outra organização criminosa especializada no desvio de verbas públicas e que teria criado o Opportunity Fund, uma offshore localizada no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, no Caribe.Pitta, Nahas e Dantas estão presos na sede da PF, em São Paulo. O Ministério Público Federal tentou também pedir a prisão do advogado e ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh, mas o pedido não foi aceito pelo juiz federal Fausto de Sanctis, que alegou não ter fundamentos suficientes para decretá-la.

Segundo o procurador, Greenhalg seria suspeito de ter travado contatos no Executivo para descobrir a origem da operação, que é sigilosa. “Ele participou da articulação no sentido de descobrir onde é que estava o procedimento”, explicou.



 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina