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Brasília - O ex-banqueiro Salvatore Alberto Cacciola, que teve
o pedido de sua extradição aceito pelo Principado de
Mônaco, ajuizou hoje (8) no Supremo Tribunal Federal (STF) um
pedido de habeas corpus para aguardar em liberdade, sem ser
extraditado para o Brasil, o julgamento de uma apelação
contra sua condenação por crimes contra o sistema
financeiro. O juiz Guilherme Calmon, do Tribunal Regional Federal da
2ª Região (TRF-2), é o responsável por
analisar a apelação.
Segundo a defesa do ex-banqueiro, o pedido de
extradição do governo brasileiro violou o princípio
da isonomia. Isso porque o Brasil exigiria na análise do
pedido de extradição de país estrangeiro que o
suposto ilícito seja considerado crime no país
requerente.
“No caso de Cacciola isso não ocorre, já
que no Principado de Mônaco gestão fraudulenta de
instituição financeira não é considerado
crime”, ressalta a defesa. Os advogados acrescentam que as
autoridades brasileiras se valem do caso para “censuráveis”
propósitos políticos.
Cacciola foi condenado em 2005 a treze anos de
prisão, pelo crime de gestão fraudulenta de
instituição financeira. Ele foi preso no principado em
setembro de 2007 por agentes da Interpol, depois que a 6ª Vara
Federal Criminal do Rio de Janeiro expediu o mandado. Posteriormente
o governo brasileiro solicitou a extradição, deferida
na semana passada pelo príncipe Albert II. A expectativa do governo brasileiro é concretizar o retorno de Cacciola ao país em no máximo duas semanas. O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, já adiantou que Caccciola virá escoltado em vôo de carreira, transportado como outro preso qualquer que tenha de regressar ao país.
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