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Brasília - A
Confederação Nacional da Indústria (CNI) refez
as projeções para a economia neste ano. Com base em
estudos realizados de abril a junho, a previsão de crescimento
do Produto Interno Bruto – a soma de tudo o que se produz no país
– caiu de 5% para 4,7%. A estimativa para o PIB industrial
manteve-se em 5%. Trimestralmente a CNI divulga as projeções
da economia.
O
consumo das famílias cairia de 7,5% para 5,5% e os
investimentos (formação bruta de capital fixo) cairia
de 14% para 10,5%, com a taxa de desemprego caindo de 8,4% para 8%.
As
projeções mostram que a inflação oficial,
medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
passaria dos 4,7% estimados em março para 6,4%, ou seja 0,1
ponto percentual abaixo do teto da meta estabelecida pelo governo
para a inflação em 2008 (6,5%).
Para
os juros a projeção é de fecharem o ano em
14,25%, 3 pontos percentuais acima da estimativa de março
(11,25%).
O
déficit público nominal (receitas menos despesas, sem
contar juros) cai de 2% para 1,7% do PIB. Isso significa, em tese,
que o governo reduziria o ritmo de crescimento da dívida.
O
superávit primário (a economia que o país faz
para honrar compromissos financeiros) aumentaria de 3,6% para 4,3% do
PIB, com a dívida pública líquida caindo de 41%
para e40,6% do PIB. O dólar fecharia o ano em R$ 1,67.
A
balança comercial chegaria ao fim do ano com US$ 20 bilhões
de superávit, US$ 5 bilhões a menos do que a projeção
anterior, com déficit em conta corrente de US$ 20 bilhões,
contra US$ 15 bilhões em março.
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