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9 de Julho de 2008 - 18h23 - Última modificação em 9 de Julho de 2008 - 18h23


Superintendente defende que museu deve se tornar espaço democrático

Morillo Carvalho
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Florianópolis - Criados pelas elites que dominavam a economia do país, os museus precisam tornar-se espaços democráticos, não só na questão do acesso e do público que os freqüentam, mas também na representatividade da população brasileira. A defesa foi feita pela superintendente de Museus de Minas Gerais, Letícia Julião, no painel que discutiu o lugar dos museus no Plano Nacional de Cultura (PNC), no 3º Fórum Nacional de Museus, em Florianópolis.

O evento, que reúne cerca de 1,8 mil pessoas, acontece de dois em dois anos, e procura estabelecer diretrizes para a Política Nacional de Museus e para o Sistema Brasileiro de Museus.

“O Plano Nacional de Cultura vem coroar um movimento que há algumas décadas discute o papel e a função social do museu. A consolidação desse debate nas diretrizes deste plano apontam para a consolidação desse novo paradigma, dessa nova visão de museus”, disse.

Para Letícia Julião, o PNC dialoga com as políticas públicas para museus quando estabelece a democratização do acesso à produção cultural. No entanto, ela disse que a instituição museu ainda é pouco freqüentada e a população, muitas vezes, sequer sabe de sua existência porque não se identifica com ela.

A especialista defende que a democratização não deve se dar apenas no acesso, mas na própria participação da sociedade na gestão e no acervo dos museus.

“Isso, de alguma forma, já está implantado em algumas instituições. Isso já vêm oxigenando o cenário museológico brasileiro, mas a gente precisa universalizar essa tendência da democratização, da incorporação da multiplicidade e da diversidade nos museus. ”, disse.




* O repórter viajou a convite do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
 


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