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Brasília - O
embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel, disse
hoje (9) a senadores brasileiros que o reparecimento da Quarta Frota da Marinha americana - que
estava desativada desde 1950 - em águas da América Latina visa a construir e reforçar
parcerias com nações da região.
“O
embaixador disse aos senadores que a Quarta Frota é unidade
administrativa projetada para oferecer uma organização
mais eficiente e facilitar o uso de recursos navais na região
em apoio a missões de paz, esforços de assistência
humanitária, respostas a desastres, operações
contra o tráfico de narcóticos e exercícios
tradicionais com as marinhas de nações parceiras”,
informa comunicado divulgado pela embaixada norte-americana no
Brasil.
Sobel
ainda teria enfatizado aos senadores Pedro Simon (PMDB-RS), Eduardo
Suplicy (PT-SP), Cristovam Buarque (PDT-DF) e João Pedro
(PT-AM) que a Quarta Frota não terá navios permanentes
e será composta por 120 pessoas baseadas no estado da Flórida.
O
encontro foi solicitado pelos senadores porque existiam rumores de
que a reativação da Quarta Frota teria sido motivada
pela descoberta de petróleo a 300 quilômetros da costa
marítima brasileira ou por uma tentativa de controlar
países da região com governos considerados "incômodos"
por Washington, especialmente a Venezuela.
"Nós gestionamos a preocupação porque historicamente ocorreram na América Latina situações de intervenções norte-americanas que resultaram em fatos que não trazem boas lembranças. Vamos continuar acompanhando e manifestamos intenção de, se possível, dialogarmos com os candidatos à presidência dos Estados Unidos nas eleições deste ano", relatou Suplicy.
No
último dia 2, em entrevista coletiva no
encerramento da 35ª Reunião de Cúpula do Mercosul,
na cidade argentina de San Miguel de Tucumán, o presidente
Lula afirmou que seria necessário os Estados Unidos
“explicarem a lógica desta Quarta Frota .”
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