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9 de Julho de 2008 - 16h08 - Última modificação em 9 de Julho de 2008 - 16h13


Inflação medida pelo IGP-DI tende a cair, avalia economista da FGV

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Embora o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de junho tenha atingido o pico máximo de inflação no acumulado dos últimos 12 meses, a taxa sinaliza desaceleração, um crescimento menor . A avaliação foi feita hoje (9) pelo economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

"Esse é um começo, por isso ainda está muito parecido com o [resultado] do mês anterior”, disse ele, em referência ao IGP-DI de junho (1,89%) em relação a variação de preços registrada em maio (1,88%). 

“Mas se observamos por dentro, as pressões que aconteceram antes não devem se repetir, porque vieram de produtos que sobem mais espaçadamente, como minério de ferro e o óleo diesel, já em fase de diminuição dos efeitos sobre o IGP-DI”, explicou o economista.

Segundo Quadros, a desaceleração do IGP-DI será um movimento lento, podendo variar de acordo com as mudanças no cenário econômico mundial, principalmente em relação às commodities agrícolas. “Os produtos agrícolas estão em um cenário de instabilidade”, disse.

“No balanço geral, deve continuar com uma desaceleração gradativa, exatamente, porque tem a reposição de pressões. Sai um produto que teve um impacto muito grande e entra outro, que pode pelo menos em parte compensar essa desaceleração”, avaliou Quadros.

De acordo com o economista, do ponto de vista do atacado, os fertilizantes e os alimentos processados, como o arroz ¾, que marcou inflação de 19,67% em maio contra -6,15% em junho, devem puxar para baixo o IGP-DI de julho. O IGP-DI, assim como o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), é utilizado para reajuste de aluguel.



 


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