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Belém - Em meio à crise vivida pela Santa
Casa de Belém, um paciente em particular chama a atenção
da equipe médica e transforma o resultado da operação
a que foi submetido em motivo de felicidade e comemoração.
Trata-se do pequeno Rogério Aragão, que hoje (9)
completou um mês de vida. Ele nasceu no município de
Breves, no Arquipélago do Marajó (PA), mas teve que ser
transferido para a capital do estado poucas horas depois em
decorrência do nascimento prematuro (sete meses) e de uma
doença gravíssima (gastrosquise) - um tipo de
má-formação onde as vísceras são
formadas na parte externa do abdômen. A cirurgia para colocação
dos órgãos no interior do corpo da criança foi
realizada com sucesso nas dependências da Santa Casa no mesmo
dia de seu nascimento.
A doença de Rogério foi rapidamente
identificada pela equipe médica onde ele nasceu. A
transferência da criança foi feita em caráter de
urgência por uma equipe do Comando de Operações
Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar do Pará. Segundo o
comandante Marlen Francez, havia pouco tempo para realizar o resgate,
mas a agilidade dos bombeiros e os cuidados ao longo da viagem foram
fundamentais para garantir a vida do bebê. “O bebê
tinha poucas horas de vida e nós tínhamos pouco tempo
para agir. Felizmente, tudo foi feito na medida certa”, comemora
Francez.
Para a enfermeira Denise Corrêa, que também
acompanha a criança com a equipe médica, o aniversário
de um mês de vida do bebê representa um momento de grande
felicidade para a Santa Casa neste período de "turbulência".
“Temos passado por muitos problemas e dificuldades, mas a história
de vida do Rogério nos traz uma satisfação e um
orgulho imensos”, afirma.
De acordo com Denise, as causas da
doença de Rogério podem estar relacionadas a motivos
diversos, entre eles o fator genético ou a ausência do
pré-natal. “A mãe tem apenas 16 anos e não fez
o pré-natal na gravidez”, conta.
A avó paterna
do bebê, Maria Pantoja Almeida, 50 anos, revela que o pré-natal
não foi feito porque a mãe não possui certidão
de nascimento. “Ela é de Macapá e está há
apenas dois anos conosco. Como ela não tem registro, a unidade
de saúde não quis fazer o pré-natal”,
diz.
Rogério Aragão passa bem, mas continua
internado para receber o atendimento médico pós-operatório.
Ele passou 11 dias na UTI Neonatal do hospital e agora ocupa um dos
lugares na enfermaria da Santa Casa de Belém. Ainda não
há previsão de alta médica.
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