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9 de Julho de 2008 - 23h46 - Última modificação em 9 de Julho de 2008 - 23h46


Em meio à tragédia, bombeiros e Santa Casa de Belém comemoram um mês de vida de bebê

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

 
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Belém - Em meio à crise vivida pela Santa Casa de Belém, um paciente em particular chama a atenção da equipe médica e transforma o resultado da operação a que foi submetido em motivo de felicidade e comemoração. Trata-se do pequeno Rogério Aragão, que hoje (9) completou um mês de vida. Ele nasceu no município de Breves, no Arquipélago do Marajó (PA), mas teve que ser transferido para a capital do estado poucas horas depois em decorrência do nascimento prematuro (sete meses) e de uma doença gravíssima (gastrosquise) - um tipo de má-formação onde as vísceras são formadas na parte externa do abdômen. A cirurgia para colocação dos órgãos no interior do corpo da criança foi realizada com sucesso nas dependências da Santa Casa no mesmo dia de seu nascimento.

A doença de Rogério foi rapidamente identificada pela equipe médica onde ele nasceu. A transferência da criança foi feita em caráter de urgência por uma equipe do Comando de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros Militar do Pará. Segundo o comandante Marlen Francez, havia pouco tempo para realizar o resgate, mas a agilidade dos bombeiros e os cuidados ao longo da viagem foram fundamentais para garantir a vida do bebê. “O bebê tinha poucas horas de vida e nós tínhamos pouco tempo para agir. Felizmente, tudo foi feito na medida certa”, comemora Francez.

Para a enfermeira Denise Corrêa, que também acompanha a criança com a equipe médica, o aniversário de um mês de vida do bebê representa um momento de grande felicidade para a Santa Casa neste período de "turbulência". “Temos passado por muitos problemas e dificuldades, mas a história de vida do Rogério nos traz uma satisfação e um orgulho imensos”, afirma.

De acordo com Denise, as causas da doença de Rogério podem estar relacionadas a motivos diversos, entre eles o fator genético ou a ausência do pré-natal. “A mãe tem apenas 16 anos e não fez o pré-natal na gravidez”, conta.

A avó paterna do bebê, Maria Pantoja Almeida, 50 anos, revela que o pré-natal não foi feito porque a mãe não possui certidão de nascimento. “Ela é de Macapá e está há apenas dois anos conosco. Como ela não tem registro, a unidade de saúde não quis fazer o pré-natal”, diz.

Rogério Aragão passa bem, mas continua internado para receber o atendimento médico pós-operatório. Ele passou 11 dias na UTI Neonatal do hospital e agora ocupa um dos lugares na enfermaria da Santa Casa de Belém. Ainda não há previsão de alta médica.



 


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