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Rio de Janeiro - O Índice de Desenvolvimento
Previdenciário (IDP), divulgado hoje (9) pelo Núcleo Atuarial de
Previdência (NAP), revela que Roraima e Tocantins são os
estados que apresentam o mais alto nível de desenvolvimento
previdenciário no país.
Os dois estados têm IDP de 1
ponto. Na seqüência, aparecem o Amazonas (0,90), Rio
Grande do Norte (0,85), Espírito Santo, Goiás e Pará
(0,80).
O NAP é uma unidade da
Coordenação de Programas de Pós-Graduação
de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O
índice, medido pelo núcleo, confere pontuação
ao nível de desenvolvimento dos regimes próprios de
Previdência Social dos servidores públicos.
O IDP varia de zero ponto, que
significa um sistema previdenciário em extrema dificuldade, a
um ponto, que sinaliza uma gestão em nível de
excelência e um sistema de Previdência Social
equilibrado.
Roraima se mantém na
liderança do ranking desde a primeira edição
do IDP de 2005, enquanto o Amazonas, que ocupava em 2006 a segunda
classificação, desceu para o 3º lugar.
Segundo o coordenador-geral do NAP,
Benedito Passos, Roraima “representa um regime de Previdência
jovem, um sistema que já começou fazendo as coisas
certas desde o primeiro momento. E, mesmo com a mudança de
governo, continuaram com a mesma seriedade na administração
da Previdência”.
O Rio Grande do Norte subiu da 14ª
posição, em 2006, para o 4º lugar no ranking
de desenvolvimento previdenciário na avaliação
mais recente.
Já Santa Catarina permaneceu
na última posição, com o mais baixo IDP do país,
equivalente a 0,15 ponto. De acordo com Passos, o sistema
previdenciário próprio do estado passou por uma reforma
este ano e o efeito da decisão só será percebido
posteriormente.
O Rio de Janeiro também
melhorou sua colocação em relação a 2006,
ganhando duas posições, devido à transferência
dos direitos creditórios de royalties do petróleo
para o sistema de Previdência. O estado saiu da 11ª
classificação para o 9º lugar, em 2007.
“O Rio de Janeiro rfetivou o
processo de transferência de outros bens, direitos e ativos,
melhorou a qualidade da informação, unificou os
sistemas. Várias coisas estão fazendo com que o Rio de
Janeiro esteja, agora, em uma situação melhor”,
explicou o coordenador do estudo.
A pesquisa do NAP revelou que 14
estados estão com baixo nível previdenciário e
cinco estão com nível médio. Minas Gerais não
integrou a pesquisa porque só forneceu dados referentes ao
sistema previdenciário dos servidores civis. Ficou faltando os
dados da Previdência dos militares.
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