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10 de Julho de 2008 - 16h34 - Última modificação em 10 de Julho de 2008 - 16h33


Lula diz que não é correto nem prudente comentar decisão do Judiciário

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Em entrevista coletiva hoje (10), no Vietnã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não cabe a ele, como presidente, comentar a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, de soltar o banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, e mais dez presos na Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

“Não é correto nem é prudente um presidente da República dar palpite sobre decisão do Poder Judiciário. Não é sensível fazer isso”, afirmou.

Lula destacou que a sociedade está acompanhando e tem condições de tirar suas próprias conclusões sobre  o que acontece. “A sociedade está muito inteligente, muito esperta, ela vai percebendo as coisas, vai lendo, acompanhando, ela vê quem omitiu, quem mentiu, quem exagerou para mais ou para menos, ela vai fazendo a sua avaliação”, disse.

O presidente afirmou também que é necessário se ter cuidado com o vazamento de informações relativas a investigações da Polícia Federal, pois pode implicar no pré-julgamento dos investigados, seja no sentido de condená-los seja para absolvê-los previamente.

“Toda vez em que há um vazamento, em que você coloca um nome de uma pessoa, sem que tenha sido investigado corretamente, nas primeiras páginas dos jornais, se houvesse o hábito de se pedir desculpa, seria ótimo, como não há esse hábito, eu tenho dito publicamente que é preciso tomar cuidado”, alertou.

Lula reafirmou a vontade do governo em continuar investigando qualquer pessoa que seja denunciada. De acordo com o presidente, só há duas formas de uma pessoa não ser investigada pela PF. Uma é a polícia não saber e a outra, ser absolutamente correta.

“Quem achar que pode viver de picaretagem, pode viver, mas um dia cai e quando cair, arque com as consequências. Nós vamos continuar investigando toda e qualquer denúncia feita contra toda e qualquer pessoa”, concluiu.

 


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