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10 de Julho de 2008 - 13h02 - Última modificação em 10 de Julho de 2008 - 13h02


Garibaldi é contra decisão que permite a senadores contratar mais um assessor

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), deu explicações hoje (10) sobre a decisão da Mesa Diretora da Casa de permitir a criação de 97 novos cargos sem a realização de concurso público. De acordo com o texto, senadores e lideranças poderão contratar mais um assessor de gabinete, a partir de agosto, com salário de R$ 9.979,24. Garibaldi ressaltou que foi o único parlamentar a votar, ontem (9), contra a decisão.

"Não há como se ter uma explicação mais convincente para isso. Fiz uma advertência de que isso não deveria ser colocado em votação. Votei terminantemente contra, porque creio que o momento não é apropriado para nenhuma criação de cargo e nem aumento de qualquer natureza", afirmou Garibaldi.

As contratações custarão quase R$ 1 milhão a mais por mês ao Senado. Mas, segundo Garibaldi, "o problema não é financeiro, é político, de natureza estrutural. O Senado, na verdade, não está precisando criar mais cargos. Há outras prioridades". Ele acrescentou que o concurso anunciado para a Casa "é muito mais necessário que o aumento de cargos dessa natureza".

Os senadores, no entanto, não são obrigados a fazer essas contratações. O diretor-geral do Senado, Agaciel da Silva Maia, explicou que toda vez que a Câmara aumenta a verba de gabinete – como aconteceu em abril deste ano – o Senado cria um cargo com valor correspondente ao reajuste dado aos deputados.

"O senado hoje gasta menos da metade do que pode gastar por lei. Quem decide se é necessário ou não são os gabinetes dos senadores. E ninguém tem a obrigação de preencher esse cargo. Hoje um senador tem direito a seis assessores e seis secretários parlamentares", explicou. Ele acrescentou que esse valor poderá ser fracionado com a contratação de mais assessores de gabinete por um valor menor do que o anunciado.



 


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