|
Brasília - O Comitê contra a Tortura e Maus Tratos da Organização das Nações Unidas (ONU), com
sede em Genebra, na Suíça, não acatou recurso de suspender a extradição
do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, para o Brasil. O recurso foi
impetrado na semana passada pela defesa de Cacciola, após o Principe
Albert II, do Mônaco, autorizar a extradição determinada pela Justiça do
principado. A informação foi divulgada hoje pelo advogado do
ex-banqueiro, em Mônaco, Frank Michel, numa entrevista à BBC Brasil.
De acordo com o advogado, com a decisão do Comitê é
grande a chance de Salvatore Cacciola ser extraditado para o Brasil já
na próxima semana. Segundo Frank Michel, a data da extradição depende
apenas da Interpol.
O advogado disse ainda para a BBC Brasil que Cacciola
decidirá até o início da próxima semana se lançará mão ou não de
recorrer ao Tribunal Supremo de Mônaco contra a decisão do príncipe
Albert.
Na avaliação de Frank Michel, essa medida poderá não
ter o resultado esperado, pois o trâmite jurídico para conseguir
suspender a decisão do príncipe é complexo e sem qualquer garantia de
que seja concedida uma liminar em favor do seu cliente.
|
|