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São Paulo - O advogado Nélio
Machado, defensor do banqueiro Daniel Dantas, disse no início
da noite de hoje (11), ao sair da Superintendência de Polícia
Federal em São Paulo, não acreditar que haverá
um novo pedido de prisão para o seu cliente. Há pouco, Dantas deixou o prédio da PF na capital paulista, acompanhado por advogados.
“Não
acredito porque a primeira prisão rechaçada foi a
temporária. Veio depois a prisão preventiva, que foi
repudiada", afirmou Machado, referindo-se às decisões do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que aceitou dois habeas corpus e mandou soltar Dantas nas duas ocasiões.
"O direito brasileiro só conhece, a rigor, a
prisão em flagrante ou a temporária ou a preventiva.
Vão ter que inventar alguma coisa na legislação,
que ainda não está em vigor no Brasil”, disse o
advogado, ao justificar a convicção de que não
haverá novo pedido de prisão.
Machado criticou a
primeira prisão de seu cliente, na última terça-feira
(8), no Rio de Janeiro, classificando-a de linchamento. Para ele, não
havia motivos para o banqueiro ser preso. “E as
circunstâncias do retorno [à prisão]
também apresentaram, de alguma forma, algo que não é
compatível com a Constituição brasileira.”
Ele
disse também que acompanhou o depoimento de Dantas ao coordenador da
Operação Satiagraha, delegado Protogenes
Queiroz, e ao procurador da República Rodrigo de Grandis.
Segundo Machado, o banqueiro não respondeu às
perguntas. No entanto, assinalou o advogado, poderá vir a
fazê-lo na próxima semana, quando deverá ocorrer
novo depoimento de Dantas.O interrogatório está marcado
para quarta-feira (16).
Pouco depois da
entrevista do advogado de Dantas, o delegado Protogenes fez um rápida
declaração à imprensa. “O Departamento de
Polícia Federal cumpriu, mais uma vez, seu dever cívico.”
Dantas é acusado
pela PF de comandar uma organização envolvida em
corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de
divisas, sonegação fiscal e formação de
quadrilha.
Durante a Operação
Satiagraha, a Polícia Federal prendeu o investidor Naji Nahas
e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. De acordo com a PF, eles fariam parte de outra organização, que teria conexão com o grupo comandado por Dantas.
A exemplo do banqueiro,
Pitta e Nahas também foram liberados por determinação
do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Gilmar
Mendes tomou a decisão de mandar soltar o ex-prefeito e o Nahas ao analisar o primeiro habeas corpus
apresentado pela defesa de Dantas.
Atualizada para mudança no título.
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