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Brasília - "Decisão
judicial deve ser respeitada", foi o que destacou o presidente
em exercício da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Vladimir
Rossi Lourenço, ao comentar hoje (11) a decisão do
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes,
de determinar, pela segunda vez, a soltura do empresário Daniel Dantas.
Lourenço
acrescentou: "Quem se sentir insatisfeito e não atendido
pela decisão, deve recorrer nos termos da legislação
em vigor. Isto é uma manifestação inequívoca
de um estado de direito".
Gilmar Mendes
suspendeu, há pouco, a prisão
preventiva do banqueiro, que tinha sido decretada ontem (10) pelo
juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto de
Sanctis.
O ministro alegou que
os mesmos fundamentos que permitiram o afastamento da prisão
temporária de Dantas, “também permitem conhecer do
pleito de revogação da prisão preventiva”.
O banqueiro foi preso
inicialmente pela Polícia Federal, em caráter
provisório, na última terça-feira (8), durante a
Operação Satiagraha. No dia seguinte (9), ao analisar o
primeiro pedido de habeas corpus, Gilmar Mendes alegou que não
existiam fundamentos suficientes para justificar a prisão do
acusado e ordenou a soltura de Dantas.
Ontem (10) à
tarde, o banqueiro voltou para a carceragem da PF em São
Paulo, após a autorização de sua prisão
preventiva em razão de tentativa de suborno a um delegado da
PF.
Além de liberar
Dantas, Gilmar Mendes também suspendeu a prisão
temporária de outros investigados na Operação
Satiagraha, como o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o
investidor Naji Nahas.
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