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Brasília - As Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) acusaram de
traição os guerrilheiros que cuidavam da ex-candidata presidencial
Ingrid Betancourt e de mais 14 reféns, resgatados pelo
Exército da Colômbia na semana passada. Disseram também
que na verdade não houve resgate, e sim uma fuga. As
informações são da BBC Brasil e da Agência
Telam.
A fuga dos “prisioneiros de guerra” foi
conseqüência da “depreciável conduta de César
e Enrique”, afirma um comunicado assinado pelo Secretariado das
Farc. Gerardo Antonio Aguilar, conhecido como "César",
e Alexander Farfán, apelidado de "Gafas” ou "Enrique",
vigiavam o cativeiro dos reféns e foram presos pelo
Exército.
Apesar de falar em traição, a
carta não menciona um possível pagamento de recompensa
de US$ 20 milhões (cerca de R$ 32 milhões), conforme
uma rádio suíça divulgou. O governo colombiano
negou.
Na primeira comunicação desde o resgate,
as Farc afirmam que o governo colombiano terá de assumir "as
conseqüências" se insistir com os resgates.
Hoje,
os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e da
Venezuela, Hugo Chávez, se reuniram na Venezuela para uma
reaproximação. A relação entre eles se
desgastou na época em Chávez realizou mediações
com a guerrilha e se agravou quando o Exército colombiano
invadiu território equatoriano para atacar um acampamento das
Farc, atitude rechaçada duramente pelo venezuelano.
A
mediação de Chávez resultou na libertação
das ex-parlamentares Clara Rojas e Consuelo González. Leia
entrevista exclusiva com Clara.
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