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Brasília - O presidente do Supremo Tribunal
Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, analisou em poucas horas o pedido da
defesa de Daniel Dantas e determinou, há pouco, a suspensão da prisão
preventiva do banqueiro, que tinha sido decretada ontem (10) pelo juiz da 6ª Vara
Criminal Federal de São Paulo, Fausto de Sanctis.
Neste momento, Daniel Dantas presta depoimento ao delegado Protógenes
Queiroz na carceragem da Polícia Federal em São Paulo, de onde deverá
sair após a conclusão da oitiva. O ministro afirmou que os mesmos fundamentos que permitiram o
afastamento da prisão temporária de Dantas, “também permitem conhecer
do pleito de revogação da prisão preventiva”. Mendes concordou com os
argumentos da defesa de que não ocorreram fatos novos que justificassem
a segunda prisão.
Essa é a segunda vez, em três dias, que o presidente do STF liberta o
dono do Banco Opportunity, acusado de comandar uma organização envolvida em práticas de lavagem de dinheiro, corrupção e
formação de quadrilha. A primeira decisão de Mendes favorável a Dantas
resultou em críticas de vários segmentos da sociedade.
O banqueiro foi preso inicialmente pela Polícia Federal, em caráter
provisório, na última terça-feira (8), durante a Operação Satiagraha. No
dia seguinte (9), ao analisar o primeiro pedido de habeas corpus, Gilmar Mendes alegou que
não existiam fundamentos suficientes para justificar a prisão do
acusado e ordenou a soltura de Dantas.
Ontem (10) à tarde, o banqueiro voltou para a carceragem da PF em São
Paulo, após a autorização de sua prisão preventiva em razão de
tentativa de suborno a um delegado da PF.
Além de liberar Dantas, Gilmar Mendes também suspendeu a prisão temporária de outros investigados na Operação Satiagrha, como o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas.
*A matéria foi atualizada para acréscimo de informações
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