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11 de Julho de 2008 - 15h51 - Última modificação em 11 de Julho de 2008 - 15h51


Juiz afirma que não autorizou monitoramento de Gilmar Mendes

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O juiz Fausto de Sanctis divulgou na tarde de hoje (11) um comunicado afirmando ser “totalmente inverídica” notícia veiculada no jornal Folha de S. Paulo, segundo a qual a Polícia Federal (PF) teria monitorado o gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, a pedido do magistrado. De Sanctis é titular da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo e o responsável pelas decisões que culminaram na deflagração da Operação Satiagraha, realizada na terça-feira (8).

“Jamais foi proferida decisão emanada deste juízo autorizando o monitoramento de pessoas com prerrogativa de foro, como veiculado na matéria jornalística”, informou o juiz.

Ainda segundo de Sanctis, o delegado da PF Protógenes Queiroz, que comandou a operação, foi convocado hoje por ele e confirmou que a notícia não é verdadeira. Na nota, Sanctis afirma que o delegado disse a ele que “todos os dados trazidos ao juízo, originam-se apenas de monitoramento dos investigados, com a devida autorização judicial”.

Para o juiz federal de Sanctis, a notícia veiculada pelo jornal tenta “desqualificar as ações da Justiça Federal, notadamente, deste magistrado [ele próprio]”. Ele disse também que baseia sua atuação em deveres previstos na Constituição.



 


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