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11 de Julho de 2008 - 18h14 - Última modificação em 11 de Julho de 2008 - 18h14


Petrobras está preparada para possível greve, diz Gabrielli

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, afirmou hoje (11), em São Paulo, que a empresa está preparada para uma possível greve dos petroleiros, prevista para inciar na semana que vem.

Gabrielli disse que a paralisação não afetará a produção, porque a Petrobras montará um esquema de contingência e exigirá condições mínimas para manter as atividades. Segundo ele, a política da Petrobras é sempre a de negociar.

“Os temas principais em discussão são a forma de distribuição da participação dos lucros e resultados da companhia [PLR] e como medir a jornada de trabalho do petroleiro embarcado. Isso envolve cerca de 6,5 mil petroleiros, no total de 70 mil. Estamos negociando e abertos. Vamos negociar e esperamos que nada aconteça. Não vou antecipar o que vai acontecer”, disse após participar de reunião com 60 empresários da Associação das Indústrias de Infra-estrutura de Base (Abdib).

Gabrielli comentou ainda sobre o anúncio da existência de petróleo na Bacia do Potiguar. Segundo ele, a Petrobras anunciou a descoberta para cumprir com a lei, que determina o prazo de, no máximo, 72 horas para informar à Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre a descoberta de possíveis novas bacias, independente de seu valor comercial e do tamanho.

“A imprensa anda muito curiosa ultimamente e vem pesquisando os dados da ANP. Nós anunciamos que encontramos alguns indícios nas bacias terrestres do Nordeste. Não temos volume, comercialidade, nada. Estamos estudando isso”, revelou.

Sobre o fornecimento de equipamentos para a exploração do pré-sal e a necessidade de importar esse maquinário, Gabrielli disse que a política da Petrobras é muito clara na direção de ampliar o conteúdo nacional e a cadeia de fornecedores brasileiros. 

“Alguns produtos são claramente competitivos no Brasil em razão do competidor internacional. A enorme maioria dos produtos que temos hoje nas refinarias, 80% dos produtos, são nacionais. Na área de plataformas, temos hoje em torno de 65%”, disse Gabrielli.





 


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