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11 de Julho de 2008 - 19h35 - Última modificação em 11 de Julho de 2008 - 19h40


Delegado espera concluir em 30 dias análise de documentos da Operação Toque de Midas

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários da Superintendência de Polícia Federal no Amapá ainda não tem uma estimativa do volume do material apreendido pelos agentes federais em três estados, em cumprimento hoje (11) a 12 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal do estado.

“Tem muito material a chegar ainda. Principalmente das diligências em outros estados. Por isso, a gente não pode precisar ainda a quantidade de documentos ou equipamentos apreendidos”, disse o delegado Fábio Tamura, coordenador da Operação Toque de Midas. O restante do material deverá chegar às mãos do delegado no domingo (13).

A operação investiga fraudes no processo de licitação da concessão da Estrada de Ferro do Amapá, que teriam beneficiado a empresa MMX, do grupo EBX, pertencente ao empresário Eike Batista, e apreendeu documentos na manhã de hoje no Pará, no Amapá e no Rio de Janeiro.

Fábio Tamura espera analisar todos os documentos em 30 dias, ao fim dos quais será elaborado um relatório que pode resultar ou não na indiciação de culpados. “A idéia é encerrá-la [a análise dos documentos] o quanto antes.”

O delegado não descartou a possibilidade de que sejam buscadas novas provas.

O delegado Fábio Tamura revelou que a investigação começou “por acaso”. De acordo com o delegado, havia uma investigação em curso, iniciada no final de 2005, e concluída em julho do ano passado, na qual a Polícia Federal apurava fraudes em licitações na compra de medicamentos na Secretaria de Saúde do Estado do Amapá, e no meio das investigações verificou-se também uma suposta fraude na licitação da concessão da Estrada de Ferro do Amapá.

“Então foi por acaso que nós obtivemos essa informação”, disse.

O delegado disse que a partir de então a investigação foi desmembrada, passando os esforços a serem concentrados na questão da estrada de ferro.

Até o momento a Operação Toque de Midas não efetuou prisões.

“Em princípio, uma prisão, que é uma medida mais drástica, exige elementos realmente robustos para fundamentá-la”.



 


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