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São Paulo - Cerca de três horas depois da obtenção de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), o banqueiro Daniel Dantas acaba de deixar a Superintendência da Polícia Federal, sem se pronunciar e acompanhado de advogados. Ele havia sido preso pela segunda vez, por ordem do juiz da 6ª Vara
Criminal Federal de São Paulo, Fausto de Sanctis, como resultado da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, que o acusa de comandar uma organização envolvida em práticas de lavagem de dinheiro, corrupção e
formação de quadrilha.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que os mesmos fundamentos que permitiram o
afastamento da prisão temporária de Dantas “permitem conhecer o pleito de revogação da prisão preventiva”. Mendes concordou com os
argumentos da defesa de que não ocorreram fatos novos que justificassem
a segunda prisão.
Essa é a segunda vez, em três dias, que o presidente do STF liberta o
dono do Banco Opportunity. Mendes também suspendeu a prisão temporária
de outros investigados, como o ex-prefeito de São
Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas. Dos 17 presos inicialmente, apenas um permanece detido: Hugo Chicaroni, acusado de ter oferecido propina a um delegado da PF para que os nomes de Dantas e sua irmã Verônica Dantas fossem excluídos da investigação. Já Humberto Braz, ex-presidente da Brasil Telecom, continua foragido.
As seguidas ordens de prisão emitidas pela 6ª Vara e autorizações de soltura dadas em resposta pelo Supremo acirram o debate no Judiciário e provocam críticas a Gilmar Mendes. Leia ao lado.
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