|
Brasília - Um grupo de 26
procuradores regionais
da República da 3ª Região, em São Paulo, divulgou hoje (11) uma carta manifestando
contrariedade à decisão do presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, de suspender a prisão
provisória do banqueiro Daniel Dantas, na última
quarta-feira (9).
Segundo os procuradores, as instituições
brasileiras foram “frontalmente atingidas” com a decisão.
“O regime democrático
foi frontalmente atingido pela decisão, proferida em tempo
recorde, desconstituindo as 175 páginas da decisão, que
decretou a prisão temporária de conhecidas pessoas da
alta sociedade brasileira”, diz o documento.
Os procuradores
criticam o fato de a decisão não ter levado em conta a
participação de outras instâncias do Judiciário,
como o Tribunal Regional Federal (TRF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“Não há normalidade na flagrante supressão de
instâncias do Judiciário brasileiro, sendo, neste
sentido, inédita a absurda decisão proferida pelo
presidente do Supremo Tribunal Federal”, afirmam.
Eles também
dizem não aceitar o fato de que a possível participação
de Dantas na tentativa de suborno de autoridades policiais não
serve de fundamento para a prisão provisória, como
justificou Mendes.
No habeas corpus
concedido por Gilmar Mendes a Daniel Dantas e a mais dez pessoas
presas durante a Operação Satiagraha, ele alegou que
não havia fundamentos suficientes para justificar a prisão
temporária dos acusados. Hoje, Mendes determinou novamente a
suspensão da prisão preventiva do banqueiro, que tinha
sido decretada ontem (10) pelo juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal
de São Paulo.
|
|