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Brasília - A defesa do banqueiro Daniel
Dantas já protocolou hoje (11) no Supremo Tribunal Federal (STF) um
pedido de suspensão da prisão preventiva decretada,
ontem (10), pelo juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Caberá ao presidente do STF, ministro
Gilmar Mendes, se pronunciar sobre a concessão ou não
da liberdade. Dantas é acusado de comandar
uma organização criminosa, envolvida em práticas
de lavagem de dinheiro, corrupção e formação
de quadrilha.
O banqueiro foi preso inicialmente
pela Polícia Federal em caráter provisório, na
última terça-feira (8), durante a Operação
Satiagraha. Um dia depois, em decisão que rendeu críticas
vindas de diversos setores da sociedade, Gilmar Mendes ordenou a
soltura de Dantas, ao conceder um habeas corpus ao banqueiro. Na
oportunidade, o presidente do STF alegou que não existiam
fundamentos suficientes para justificar a prisão do acusado.
Algumas horas depois da decisão
de Mendes, já na quinta-feira, o juiz Fausto de Sanctis
decretou a prisão preventiva de Dantas, em razão de
tentativa de suborno a um delegado da PF. O dono do Banco Opportunity
voltou à carceragem da PF, em São Paulo, onde permanece
até o momento. Os advogados do banqueiro alegam na nova petição ao STF, que a prisão preventiva decretada pelo juiz federal em São Paulo não se baseou em nenhum fato novo relevante que não fosse do conhecimento do ministro Gilmar Mendes.
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