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Rio de Janeiro - A cidade do Rio de
Janeiro, com 6 milhões de habitantes, possui apenas dez
conselhos tutelares, quando deveria ter no mínimo 30 unidades
– uma para cada 200 mil habitantes, de acordo com uma resolução
do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
(Conanda).
Os conselhos
tutelares da cidade funcionam ainda com uma infra-estrutura precária, segundo a
presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e
Adolescente do Rio de Janeiro, Vânia Farias.
"A infra-estrutura
do conselho tutelar é muito frágil. Faltam impressoras
e computadores, por exemplo. Nem todos funcionam em locais adequados.
Infelizmente, os conselheiros tutelares não têm
capacitação continuada. E essa profissão precisa
de muita capacitação porque as demandas da cidade
são grandes e diversas", afirma Vânia Farias. Não
existe um dado confiável sobre o número e a qualidade
de atendimentos realizados pelos conselhos tutelares na cidade do Rio
justamente por uma questão de infra-estrutura. Os conselhos da
cidade não estão ligados ao Sistema de Informação
para a Infância e Adolescência (Sipia), que é um
sistema nacional da Secretaria Especial dos Direitos Humanos para
registro e tratamento de informações, onde os
conselheiros deveriam lançar dados para servir de subsídio
na deliberação de políticas públicas a
nível nacional.
"Os números que nos chegam são
muito inconstantes. Não conseguimos ter um acompanhamento
ideal do que deveria ser. Tem conselho, como o de Ramos, que chega a
ter 40 atendimentos por dia", diz Vânia Farias.
As principais violações
que chegam aos conselhos tutelares do Rio são ligadas à
violência doméstica e ao abandono, segundo Vânia
Farias.
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