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11 de Julho de 2008 - 17h38 - Última modificação em 11 de Julho de 2008 - 17h41


Má repercussão leva Garibaldi a cancelar criação de novos cargos em gabinetes de senadores

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Pressionado por parlamentares e pela má repercussão junto à opinião pública, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), resolveu suspender a criação de 97 cargos para os 81 senadores e gabinetes de lideranças. A decisão de criar esses cargos, sem concurso público, foi tomada na quarta-feira (9), numa reunião da Mesa Diretora do Senado, presidida pelo próprio Garibaldi.

Na reunião, o presidente ainda ponderou aos colegas da inconveniência de se criar esses empregos, com salários de R$ 9.979,00, mas não teve apoio dos  colegas. “Vou tratar desse assunto na semana que vem. O aumento está suspenso mesmo, porque essa medida só seria implementada a partir de agosto”, afirmou o parlamentar.

Garibaldi, entretanto, adianta que não pode manter a decisão de suspender a criação dos cargos se os senadores que integram a Mesa Diretora não o acompanharem na decisão de encaminhar o assunto para uma votação em plenário. No entanto, pondera que, “diante do que está acontecendo, diante desse clamor, o Senado tem que ser e será sensível”.

O presidente do Senado destacou que, se a matéria for a plenário, ele abrirá mão de presidir a sessão de votação, para poder registrar o seu ponto de vista a respeito da criação dos 97 cargos para os senadores. Presidindo a sessão, Garibaldi só pode se manifestar para desempatar uma votação.

Hoje, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) enviou uma carta a Garibaldi Alves Filho solicitando uma reavaliação da decisão da Mesa Diretora. Segundo Suplicy, em tese, a medida tomada pela Mesa é inconstitucional. Ele defende que, obrigatoriamente, a proposta de se criar novos cargos no Senado tem que passar pelo crivo do plenário da Casa.

Ontem, senadores da Mesa Diretora e líderes partidários passaram o dia num jogo de empurra sem querer assumir a paternidade da decisão de se criar novos cargos nos gabinetes sem concurso público. Os representantes da Mesa afirmavam que a decisão se deu a partir de uma reivindicação das lideranças que, por sua vez, declararam que atenderam a um pedido do primeiro-secretário do Senado, Efraim Moraes (DEM-PB).

 


 


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