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12 de Julho de 2008 - 19h17 - Última modificação em 12 de Julho de 2008 - 19h17


Anac e Infraero explicam medidas adotadas para conter crise do setor aéreo e tornar Congonhas mais seguro

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Procuradas pela Agência Brasil para comentar as críticas do presidente da Associação das Famílias e Amigos das Vítimas do Vôo JJ3054 (AfavTAM), Dario Scott, quanto à segurança dos vôos no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) enviaram notas em que explicam as medidas implementadas desde o acidente em que morreram 199 pessoas, em 17 de julho de 2007.

A Anac afirma que a situação de caos nos aeroportos foi controlada, com o número de atrasos e cancelamentos de vôos, tendo caído para menos da metade em relação aos piores momentos de 2007. A agência, no entanto, admite que “o setor ainda inspira muitos cuidados e atenção, para evitar que situações críticas se repitam”. De acordo com a nota enviada à Agência Brasil, a principal medida para atacar a crise aérea foi o aprimoramento da coordenação entre Anac, Infraero, Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e Ministério da Defesa.

A nota também elenca uma série de medidas, como a implementação da nova malha aérea, que reorganizou as rotas e horários de vôos; a redução da área de pouso e decolagens das duas pistas de Congonhas, reservando um pedaço da pista para que sirvam como áreas de escape para aviões com problemas e a redução do número de pousos e decolagens.

Em 2007, durante as festas do final de ano, a fim de evitar que se repetisse o caos verificado em 2006, a agência realizou a operação nos aeroportos, buscando priorizar o atendimento aos passageiros e atacar os gargalos que atrasavam o embarque.

A Anac também afirma ter reforçado a fiscalização nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos (São Paulo), Galeão e Santos Dumont (Rio de Janeiro) e Juscelino Kubitschek (Brasília), monitorando principalmente os atrasos e cancelamentos de vôos, o atendimento no check-in e a reacomodação de passageiros em vôos de outras empresas, nos casos de cancelamentos e atrasos longos.

A agência diz ter intensificado a fiscalização operacional nas companhias aéreas, realizando fiscalizações programadas e não programadas em todas as empresas. Essas inspeções, garante a nota, podem ser feitas no terminal de passageiros, em acompanhamento de vôo, inspeção de rampa (com aeronave em solo pronta para voar), no centro de controle e manutenção da empresa aérea e nas oficinas de manutenção. O atual número de fiscais, afirma a Anac, é adequada à tarefa.

Ainda segundo a nota, entre dezembro de 2007 e março deste ano, a Anac determinou que todos os vôos que pousassem em Congonhas, mesmo em dias sem chuva, tomassem as precauões necessárias para pousos em dia de chuva, reduzindo com isso o peso das aeronaves. A medida teria reduzido a necessidade de que vôos fossem desviados para o Aeroporto de Guarulhos, na grande São Paulo.

Já a Infraero se limitou a citar a redução das pistas como medidas adotadas pela estatal para a proteção dos vôos.






 


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