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Brasília - O campus da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp) receberá de hoje (13) a sexta-feira
(18) cientistas, pesquisadores e estudantes para debater energia, meio ambiente e tecnologia, temas da 60ª Reunião Anual da
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Considerado um dos principais fóruns de debate do país
e o maior encontro de ciência da América Latina, o encontro da SBPC deverá reunir cerca de 15 mil pessoas, segundo
expectativas da organização do evento. A programação
científica inclui em torno de 300 atividades, entre simpósios,
mesas redondas, minicursos, encontros de sociedades científicas,
assembléias e sessões especiais.
A
sustentabilidade dos biocombustíveis, principalmente do etanol
de cana brasileiro, estará no centro dos debates da reunião
da SBPC. A política nacional de ciência e tecnologia, o
desenvolvimento sustentável da Amazônia, a
política brasileira de mitigação e adaptação
aos impactos das mudanças climáticas e a interação
entre educação e ciência também
estão entre os núcleos temáticos.
Além
da programação principal, o encontro agrupa a SBPC
Jovem (voltada para estudantes do ensino básico), a SBPC
Cultural (com manifestações de artistas da região),
a ExpoT&C (com estandes de empresas e instituições
ligadas à tecnologia e ciência), a Feira do Livro e a
Feira de Artesanato. A Unicamp também abrigará
exposição para celebrar os 20 anos do programa de
Satélites de Recursos Naturais da Terra (Cbers), parceria entre
Brasil e China.
O encontro será aberto hoje, às 19h, pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, pelo presidente do
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq), Marco Antonio Zago, os anfitriões da reunião,
Marco Antônio Raupp, presidente da SBPC, José Tadeu
Jorge, reitor da Unicamp, e outras autoridades.
Os ministros
do Meio Ambiente, Carlos Minc, das Relações Exteriores,
Celso Amorim, e do Esporte, Orlando Silva, participarão de
atividades da reunião da SBPC, ao longo de semana.
A
reunião de Campinas marca os 60 anos da SBPC, criada em 1948
por um grupo de cientistas, em resposta à limitação
das atividades do Instituto Butantã (SP) e aos desmandos
políticos sobre os rumos da ciência. Com forte
atuação política, a SBPC tem participação
ativa na discussão dos rumos da política científica
do país, além de ser responsável pela nomeação
de representantes em conselhos nacionais e estaduais ligados à ciência e tecnologia.
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