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13 de Julho de 2008 - 14h47 - Última modificação em 13 de Julho de 2008 - 14h47


Campo de Manati transformou a Bahia de importador em exportador de gás natural, em dois anos

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Com apenas dois anos de operação comercial, o campo de Manati, localizado na Bacia de Camamu, na costa sul da Bahia, transformou o estado de importador em exportador de gás natural, contribuindo de forma decisiva para a redução do déficit do produto na região Nordeste do país.

Segundo informações da Petrobras à Agência Brasil, em janeiro de 2007 a Unidade de Negócios da Bahia (UN-BA) entregava uma média diária de 4,56 milhões de metros cúbicos, volume este que saltou - menos de um ano depois - para 7,83 milhões de metros cúbicos por dia em média, um crescimento de 72% no período. Hoje, a UN-BA é responsável por 25% da entrega de gás do segmento de exploração e produção, aí desconsiderado o gás proveniente da Bolívia.

Os dados informados indicam que a partir de novembro deste ano, com a conclusão do projeto de ampliação da oferta e das obras de escoamento da área de Gás e Energia da Bahia, a oferta do campo de Manati deverá passar a entregar para a Bahia e a região nordestina um volume estimado em 10 milhões de metros cúbicos por dia, volume que chega a ser cerca de 30% do total disponibilizado pela Petrobras para o abastecimento do mercado brasileiro em maio, que foi de 32,4 milhões de metros cúbicos por dia.

As informações da Petrobras indicam, ainda, que a produção acumulada do campo de Manati em menos de dois anos de atividade – a produção começou em abril de 2007 – chegou à “expressiva” marca de dois bilhões de metros cúbicos de gás natural.

O gás proveniente do campo de Manati é transportado até a estação de tratamento por um gasoduto marítimo/terrestre, com diâmetro de 24 polegadas, extensão aproximada de 125 quilômetros, que passa pelos municípios de Cairu, Valença, Jaguaripe, Maragogipe, Salinas da Margarida e São Francisco do Conde.



 


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