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Brasília - De amanhã (14) até
quarta-feira (16), quinze parlamentares da Bolívia, Equador,
Venezuela, Peru, Suriname e Brasil participam da reunião do
conselho diretor do Parlamento da Amazônia (Parlamaz). Formado pelos
países-membro da Organização do Tratado de
Cooperação Amazônica, o grupo está
desarticulado, aponta o senador João Pedro (PT-AM). O Brasil,
apesar de ser país-membro, não tem representação
oficial no órgão.
As reuniões
serão feitas no Congresso Nacional, em Brasília. “O objetivo é
justamente organizar o planejamento estratégico do Parlamaz.
A reunião será no sentido de retomar o trabalho”,
explicou o senador, que participará das discussões.
Segundo João Pedro, pelas regras do parlamento o Brasil tem
direito a cinco vagas, que devem ser distribuídas entre
deputados e senadores. Ele pretende se candidatar a uma delas.
“Farei isso até
por ser um político da região amazônica, mas isso [a escolha]
será uma decisão do colegiado do Congresso Nacional”, disse. O parlamentar destacou que o território da Amazônia
brasileira é o maior entre os outros países amazônicos, e não faz sentido o Brasil
não ter representantes oficiais no Parlamaz.
Atualmente, a
presidência do parlamento está com a deputada Ana Lucia
Reis, da Bolívia. João Pedro afirmou que um encontro
entre os membros do Parlamaz e o presidente do Senado, Garibaldi
Alves (PMDB-RN), deve ocorrer na terça-feira (15).
“É um espaço
importante para a discussão de temas como integração,
energia, o manejo florestal, a água e a soberania dos países
membros. Estamos tratando de um território de grande
importância e nós precisamos nos reorganizar”, defendeu
João Pedro.
O Parlamaz foi criado
em 1989 e seu principal objetivo é estabelecer políticas
integradas e estreitar a relações entre os países-membros
na discussão sobre as questões amazônicas.
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