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Brasília - A Agência
Brasileira de Inteligência (Abin) divulgou nota à
imprensa em que nega envolvimento na Operação
Satiagraha, da Polícia Federal, que resultou na prisão
do banqueiro Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito
de São Paulo Celso Pitta.
"A direção
geral não tem e não teve nenhuma participação
ou iniciativa, muito menos ingerência, nos fatos que resultaram
na referida operação policial. Desde que deixou a
direção do Departamento de Polícia Federal, em
agosto de 2007, o atual diretor geral da Abin dedica-se
exclusivamente à sua função", diz a nota.
A agência afirma
que não realiza atividades sem respaldo da lei.
"A Abin não
realiza quaisquer atividades para as quais não possua respaldo
na legislação em vigor. Por isso, considera absurdas e
levianas as declarações de que tenha executado
monitoramento telefônico de quaisquer pessoas, sejam elas do
setor público ou privado".
De acordo com notícias
divulgadas pela imprensa, o ex-deputado federal e advogado Luiz
Eduardo Greenhalgh ligou várias vezes para o chefe de gabinete
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho,
para saber se seu cliente Humberto Braz, assessor do banqueiro Daniel
Dantas, estaria sendo investigado pela Abin, conforme escuta
telefônica da Polícia Federal.
Gilberto Carvalho
também divulgou nota oficial em que admite ter consultado o
Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da
República (GSI) para saber se Braz estava sob investigação
e nega ter recorrido à Polícia Federal ou ao Ministério
da Justiça para obter mais informações ou
interferir no caso.
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