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14 de Julho de 2008 - 10h03 - Última modificação em 14 de Julho de 2008 - 11h51


Carteiros em greve realizam demonstração dos riscos que correm nas ruas

Lúcia Nórcio
Repórter da Agência Brasil

 
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Curitiba - O Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná realiza hoje (14) à tarde, em Curitiba, uma demonstração dos riscos de ataque de cães de guarda que os carteiros enfrentam ao entregar correspondências. Um adestrador profissional vestido de carteiro participará da simulação, no calçadão da Boca Maldita, para marcar as duas semanas da greve dos Correios.

De acordo com o secretário-geral do sindicato, Nilson Rodrigues dos Santos, estatísticas divulgadas pela própria Empresa Brasileira de Correio e Telégrafos (ECT) revelam que, nos últimos cinco anos, mais de 5 mil carteiros sofreram ataques de cães no Brasil.

“As mordidas são o terceiro motivo de acidente de trabalho entre carteiros. Apenas em 2007, foram 1.098 ataques. O estado com maior número de casos é São Paulo, com 1.612 ataques registrados desde 2003. Em seguida, vêm Paraná [1.047], Rio Grande do Sul [680] e Rio de Janeiro [474]”, informou.

Segundo o sindicato, os trabalhadores dos Correios “exigem do presidente Lula o afastamento do presidente nacional da empresa, Carlos Henrique Custódio, apontado como o principal responsável pela atual paralisação, a maior da história da empresa”.

A assessoria de imprensa da ECT preferiu não comentar o pedido de afastamento e disse que a reivindicação é política e não técnica.

Os três principais motivos da greve da categoria apontados pelo sindicato são o descumprimento do acordo sobre adicional de risco de 30% para os carteiros, a tentativa de imposição do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) sem negociação com a categoria e a não-revisão da participação nos lucros, que teria sido distribuída de forma desigual.



A matéria foi ampliada para acréscimo de informação.
 

 

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