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Brasília e Campinas (SP) - O leilão de
3.500 cabeças de gado da raça nelore realizado hoje
(14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) terminou sem
que interessados apresentassem uma única oferta. Segundo o
ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, “o problema não foi
a falta de comprador, mas o preço”.
Os animais foram apreendidos na região de
Terra do Meio, no Pará, e fazem parte da Operação
Boi Pirata, que começou no início de junho. O preço
de abertura de todos os lotes somados foi de R$ 3,9 milhões,
valor que teria inibido potenciais compradores.
Minc, que participou hoje da 60ª
Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da
Ciência, em Campinas, espera que, no segundo ou terceiro
leilão, o rebanho dos “bois piratas” seja vendido. “Minha
esperança é que aconteça com o leilão do
boi pirata o que aconteceu com o leilão do terreno da
Ingá Mercantil”, disse Minc, citando o caso de um
dos maiores passivos ambientais do estado do Rio de Janeiro,
arrematado pela Usiminas, no final de junho, por R$ 72 milhões, valor 40% inferior ao preço mínimo proposto.
O próximo leilão do gado apreendido
está marcado para a próxima segunda-feira (21). Em
nota, o diretor de Proteção Ambiental do Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama), Flávio Montiel, afirmou que o resultado do leilão
de hoje “fará com que haja um deságio no preço
inicialmente proposto”. O novo valor deve ser reavaliado por
técnicos durante a semana, levando em consideração,
entre outros itens, gastos com o deslocamento do gado da região.
Na nota, o Ibama informa que o gado apreendido
permanece sob a guarda de policiais militares e que “quem arrematar
o 'boi pirata' terá segurança para retirá-lo da
Terra do Meio”. O dinheiro arrecado com a venda dos animais será
revertido para as ações do programa Fome Zero, do
Ministério do Desenvolvimento Social.
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