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Brasília - A Associação
Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) divulgou hoje (14) nota em
que repudia uma eventual representação no Conselho
Nacional de Justiça (CNJ), no Conselho da Justiça
Federal (CJF) e na Corregedoria-Geral da Justiça Federal da
Terceira Região, contra o juiz federal Fausto De Sanctis, que
decretou as ordens de prisão do banqueiro Daniel Dantas
e dos demais acusados de crimes financeiros, investigados pela Operação
Satiagraha da Polícia Federal.
Uma série de
entidades do Ministério Público e do meio jurídico
têm se manifestado a respeito desde que o presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, na última
semana, questionou o comportamento do juiz De Sanctis, ao suspender
a decisão do magistrado. “Não se coaduna com os princípios
da independência funcional e da livre convicção
motivada, a idéia de que um juiz brasileiro possa vir a ser
constrangido a responder a procedimento disciplinar, em razão
de entendimento soberanamente manifestado em processo judicial
submetido ao seu conhecimento, de acordo com as regras de competência
material previamente fixadas”, sustenta a ANPT, na nota assinada pelo
presidente da associação, Fábio Leal Cardoso.
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