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Brasília - O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (14) que
acredita na possibilidade de um “final feliz” para as negociações
da Rodada Doha. No próximo dia 21, ministros de cerca de 30
países reúnem-se em Genebra na tentativa de fechar as
linhas gerais de um acordo, antes das eleições
presidenciais norte-americanas.
“O que acontece é que os países ricos dizem que está
nas mãos do Brasil fazer o acordo, e não está.
Muitos pontos já estão acordados. Estamos apenas
tomando cuidado para não permitir que a flexibilização
que eles querem no setor industrial possa significar o impedimento do
desenvolvimento industrial das economias mais frágeis”, disse Lula no programa semanal de rádio Café com o Presidente.
Segundo Lula, caso o Brasil se coloque de acordo com a questão
industrial ao mesmo tempo em que os demais líderes de Estado
cedam na questão agrícola “como estão
dispostos a ceder”, há possibilidade de um acordo
“extraordinário” na fase decisiva da Rodada de Doha.
Ao
comentar a visita ao Vietnã, ao Timor Leste e à
Indonésia, além da reunião com os países
emergentes que compõem o Bric (grupo formado por Brasil, Rússia,
China e Índia), Lula
destacou que os encontros são importantes para que o país
possa “vender seu peixe”.
“Assumimos um compromisso de aumentar o comércio com o
Vietnã e com a Indonésia. No Timor Leste, fomos lá para propor ajudar com o conhecimento que o Brasil tem a fazer com
que o Timor se transforme em um país desenvolvido”.
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