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Rio de Janeiro - O coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, José Maria
Rangel, admitiu hoje (14), em
entrevista à Agência Brasil, que a Petrobras conseguiu, com a adoção do
seu plano de contingência, retomar a operacionalidade de todas as plataformas da
Bacia de Campos e, conseqüentemente, também a produção de petróleo e gás
natural.
Rangel, que é também diretor de
Imprensa da Federação Única dos Petroleiros (FUP), informou que, no início da greve, no primeiro minuto de hoje, a categoria
chegou a paralisar as atividades em 33 das 42 plataformas da Petrobras, em
Campos, interrompendo temporariamente a produção de cerca de 450 a 500 mil
barris de petróleo – cerca de 30% da produção da província petrolífera, além de
afetar “significativamente” a extração de gás natural.
O coordenador-geral do sindicato informou ainda que, durante a madrugada, a Petrobras cortou o acesso à internet,
interrompendo a comunicação entre os funcionários da estatal, o que levou os
grevistas a entregar a produção à estatal e solicitar desembarque.
“Nós decidimos entregar a produção para o pessoal 'fura greve' [que integra o plano de contingência posto em prática pela Petrobras] e
solicitar o seu desembarque das unidades”, disse Rangel.
Segundo o coordenador-geral do sindicato, no momento, a Petrobras já retomou a
produção de petróleo e gás natural em todas as plataformas da bacia de Campos.
“A situação no momento é que a Petrobras já deve ter
retomando a sua produção de óleo e gás, em uma atitude que nós classificamos
como irresponsável, porque essa retomada está se dando com umo efetivo bastante
reduzido, inclusive ao que é exigido por ela mesma [a estatal] em seu plano de
excelência operacional”, disse o sindicalista.
Rangel informou que este contingente mínimo de
segurança varia de cada plataforma, mas adiantou que há plataformas operando com 30%
de seu efetivo normal, “o que é um risco”.
Segundo Rangel, a Petrobras, para dar continuidade à
produção, "vem mantendo funcionários em cárcere privado. São os trabalhadores
que compõem a brigada contra incêndio da companhia, e as tripulações das
baleeiras”, garantiu ele.
Em represália à atitude da Petrobras, o Sindicato do Norte
Fluminense está cortando as trocas de turno nos aeroportos de Campos e Macaé.
Ele admitiu que a paralisação pode vir a
ganhar contorno nacional. “Nesta terça-feira [15] todos os sindicatos estarão
reunidos na sede da FUP, para avaliar o movimento, quando a Federação poderá, sim,
decidir por um indicativo de união do movimento, o que resultaria em uma greve em nível nacional”, informou José Maria Rangel.
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