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Brasília - Apesar de ainda não ter fechado questão,
um grupo de procuradores regionais da República está
reunido em São Paulo para discutir uma possível
representação por “crime de responsabilidade”
contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. A reportagem
tentou contato com a procuradora da República Ana Lúcia
Amaral, de quem teria partido a iniciativa, e sua assessoria
confirmou apenas que o assunto está em debate.
Se optarem por uma proposta de impeachment de
Gilmar Mendes, os procuradores deverão buscar apoio ao gesto na
sociedade civil e em meios acadêmicos. A Constituição
Federal estabelece no artigo 52, inciso II, ser do Senado Federal a
competência para julgar os ministros do STF em crime de responsabilidade.
Na última sexta-feira (11), 26 procuradores
regionais da República da 3ª Região, em São
Paulo, divulgaram carta em que manifestaram contrariedade à
decisão de Gilmar Mendes, que suspendeu a prisão do
banqueiro Daniel Dantas, investigado por crimes financeiros na
Operação Satiagraha da Polícia Federal. Na
oportunidade, os procuradores sustentaram que o posicionamento de Mendes
atingia frontalmente o regime democrático. Ao determinar a libertação de Dantas, o presidente do STF afirmou que os mesmos fundamentos que permitiram a suspensão da prisão temporária, também permitiam revogar a prisão preventiva do banqueiro, decretada pelo pelo juiz da 6ª Vara
Criminal Federal de São Paulo. Mendes concordou com os
argumentos da defesa de que não ocorreram fatos novos que justificassem
a segunda prisão.
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