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Brasília - O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva e os ministros da coordenação
política avaliaram hoje (14) que a Operação
Satiagraha, da Polícia Federal, foi exitosa, dentro da
legalidade, porém admitiram que houve excessos por parte da
polícia na divulgação da operação.
Segundo informações
do Palácio do Planalto, Lula e os ministros assistiram a uma
apresentação detalhada do ministro da Justiça,
Tarso Genro, sobre a operação e concluíram que
resultará em um inquérito consistente.
A ação da
Polícia Federal prendeu 24 pessoas, entre elas o banqueiro
Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São
Paulo Celso Pitta. Todos são acusados de desvio de recursos
públicos, lavagem de dinheiro e corrupção.
O telefonema entre o
chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, e o
ex-deputado do PT e advogado Luiz Eduardo Greenhalgh sobre um dos
principais assessores de Dantas não foi mencionada na reunião,
conforme o Planalto. Na avaliação
do governo, foi apenas uma conversa entre amigos e que Carvalho não
favoreceu o ex-deputado petista.
O chefe de gabinete do
presidente divulgou hoje nota em que admite ter conversado com
Greenhalgh sobre Humberto Braz, ligado a Daniel Dantas.
Na nota, o assessor
conta que o ex-deputado pediu que ele apurasse se a Presidência
da República estava investigando seu cliente. Carvalho
confirma que consultou o Gabinete de Segurança Institucional
(GSI), ligado à Presidência, mas nega ter recorrido à
Polícia Federal ou ao Ministério da Justiça para
atender o pedido de Greenhalgh.
Conforme o Planalto, o
presidente Lula dedicou a maior parte da reunião para relatar
seu giro pela Ásia, encerrado no último domingo (13).
Lula participou da cúpula do G8 (grupo dos sete países
mais industrializados do mundo e a Rússia) no Japão, e
fez visitas ao Timor Leste, o Vietnã e à Indonésia.
Participaram da reunião
os ministros Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência;
Franklin Martins, da Comunicação Social; Dilma
Rousseff, da Casa Civil; Paulo Bernardo, do Planejamento; Tarso
Genro, da Justiça; José Múcio, de Relações
Institucionais, e o chefe de gabinete Gilberto Carvalho.
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