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Campinas (SP) - O avanço do interesse mundial pela produção de
energias alternativas, entre elas os biocombustíveis, está surtindo
efeitos na política de ciência e tecnologia brasileira. O projeto de
instalações e as entrevistas com pesquisadores para formação do corpo
científico do Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE)
começarão nos próximos meses, de acordo com anúncio feito hoje (14)
pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.
A criação de um centro de estudos intensivos sobre o
etanol, “com o jeito americano de fazer pesquisa”, é uma estratégia para
garantir que o Brasil mantenha a liderança na criação e no desenvolvimento
de tecnologias de agrocombustíveis, de acordo com o físico da
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marco Aurélio Pinheiro
Lima, que assumirá a direção do CTBE.
Além de viabilizar o
desenvolvimento para o álcool de cana-de-açúcar, o novo centro deverá criar tecnologias para os chamados biocombustíveis de segunda
geração, entre eles o etanol de celulose.
“A idéia é agregar conhecimento sobre o etanol, com
pesquisa, desenvolvimento e inovação. E não só com objetivos
acadêmicos; a idéia é ter um funcionamento próximo à indústria. Vamos
trabalhar estratégias de como transformar pesquisa em tecnologia”,
adiantou Lima.
Segundo Lima, o investimento em pesquisa avançada em
etanol também poderá subsidiar a defesa da sustentabilidade do
agrocombustível de cana-de-açúcar, questionada por críticos
internacionais, inclusive representantes da Organização das Nações
Unidas (ONU).
“Nós temos que fazer pesquisa olhando para a
sustentabilidade, mas estamos seguindo a onda da opinião mundial sobre
o que é a sustentabilidade. O assunto exige formação, opinião
brasileira sobre o parâmetro”, defendeu.
O centro será instalado em Campinas, no
Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). A gestão caberá à
Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS), em
convênio com o Ministério da Ciência e Tecnologia.
Atualizada para mudança no título.
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