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Campinas (SP) - O ministro do Meio
Ambiente, Carlos Minc, voltou a defender hoje (14) a destinação efetiva de recursos dos lucros
do petróleo para ações ambientais e anunciou que
pretende garantir cerca de R$ 600 milhões exclusivamente para o Fundo de Mudança Climática e voltados a
investimentos na redução de emissões dos gases
de efeito estufa e outras ações de mitigação.
Minc quer que pelo
menos 60% dos 10% destinados pela lei do petróleo para o meio
ambiente sejam direcionados para ações de mitigação
de mudanças climáticas.
"A lei do petróleo
prevê que 10% da participação especial em cima
dos lucros do petróleo vá para o meio ambiente, só
que define que isso vá para a questão ligada ao
derramamento de óleo. Como felizmente não há
derramamento de óleo todo ano, o que realmente se consegue
usar desse dinheiro é 20%; os outros 80% viram superávit
fiscal”, detalhou hoje (14) durante a 60ª Reunião Anual da
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Segundo Minc, o Fundo
de Mudança Climática será regulamentado no
início de agosto, mesma data de previsão do anúncio
oficial do Fundo Amazônia – com recursos internacionais para
preservação da floresta – prometido desde a posse de
Minc no Ministério do Meio Ambiente, há cerca de um mês
e meio.
O estímulo à
redução de emissões de gases de efeito estufa
também deve chegar ao consumidor brasileiro, segundo Minc. O
ministro prevê para outubro, o início do que chamou de
“etiquetagem” de veículos novos com informações
sobre os índices de emissão de dióxido de
carbono (CO2).
“Além de dizer o quanto gasta [de
combustível], vai informar o quanto emite [em gases de efeito
estufa]. Vai ser um mecanismo adicional para o consumidor intervir e
escolher.”
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