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Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, foi bastante criticado por
muitos segmentos da sociedade ao conceder, na última semana,
dois habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, investigado por crimes
financeiros na Operação Satiagraha da Polícia
Federal. Mas, para o professor de Direito da Universidade Católica
de Brasília e da Uni-DF, Moacir Calderón, as decisões
de Mendes não extrapolaram o que prevê a legislação
brasileira.
“Entendo que a
postura do ministro, de não entender existirem razões
para a prisão preventiva, foi perfeitamente cabível na
interpretação da norma. Os incomodados que mudem a
lei. Às vezes um leigo discorda por desconhecer o conteúdo
da matéria”, afirmou Calderón, em entrevista à Agência
Brasil.
O professor ressaltou,
porém, não ter visto, por parte do juiz Fausto De
Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, uma
atitude desrespeitosa ao STF, por ter autorizado a prisão
preventiva de Dantas, após a Corte Suprema já ter
anulado a prisão provisória do banqueiro.
“Foram alegados fatos
novos [para a prisão preventiva]. Não houve desrespeito
nem do juiz nem do ministro Gilmar. É uma questão de
entendimento”, avaliou Calderón.
Para o jurista, as
reações contrárias ao ministro Gilmar Mendes
vindas de magistrados e procuradores soam como exageradas, assim como
a colocação de que foi instalada uma crise no Judiciário brasileiro: “Gilmar Mendes é um ministro
muito bem preparado, com pós-doutorado na Alemanha, ampla e
reconhecida bagagem em matéria constitucional. Não vejo
razão para crise. São mais alegações
políticas”, alegou o professor Moacir Calderón.
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