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São Paulo - O juiz Fausto de
Sanctis voltou a defender, no final da tarde de hoje (14), que "tomou
a decisão que achou que deveria tomar" ao decretar a
prisão do banqueiro Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta na semana passada. Todos estão soltos por força de habeas corpus concedidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmas Mendes.
O juiz negou que tenha
autorizado o monitoramento do Supremo Tribunal Federal (STF).
"Nunca vai
existir, da minha parte, monitoramento de pessoas com prerrogativas
de instrução, até porque não é
minha atribuição. Prezo muito o meu trabalho e não
preciso desse tipo de expediente para qualquer fim", afirmou no
evento realizado na sede da Justiça Federal, em São
Paulo, em que juizes fizeram um manifesto em seu apoio.
O juiz admitiu que no
relatório feito pela Polícia Federal durante a Operação
Satiagraha "existem diálogos constantes retratando tudo e
todos".
O banqueiro Daniel
Dantas foi preso na última terça-feira (8) pela Polícia
Federal sob a acusação de comandar uma organização
envolvida em corrupção, lavagem de dinheiro, evasão
de divisas, sonegação fiscal e formação
de quadrilha.
Ele foi libertado na
madrugada de quinta-feira (10) após ter obtido um habeas
corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), expedido pelo
presidente da corte Gilmar Mendes.
Na mesma quinta-feira,
de Sanctis declarou novamente a prisão de Dantas. Um dia
depois, Gilmar Mendes concedeu um novo habeas corpus e o
banqueiro foi solto por volta das 20h30 da última sexta-feira
(11).
O prende e solta de
Dantas gerou uma crise entre o STF e as instâncias de Justiça
inferiores.
"Tomaria a mesma
decisão se preciso fosse. É aquela história que
vivo falando: convicção é convicção,
às vezes pode não agradar à própria
população, mas se eu estiver convicto, vou fazer. O que
me causa estranheza é que um juiz no Brasil, que se considera
democrático, é obrigado a vir a público para
falar que ele está executando, simplesmente, sua função
natural de juiz", disse Fausto de Sanctis, acrescentando ter
tomado as decisões sem nenhum tipo de influência.
O juiz disse estar
tranqüilo e não intimidado, preferiu não comentar
as decisões do ministro Gilmar Mendes.
"Não
gostaria de comentar o que o ministro fez, até em respeito à
instituição que ele representa. Acho que as associações
e muitas pessoas da sociedade civil estão se debruçando
sobre tudo isso e fazendo suas próprias análises".
Atualizada para mudança no título.
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